Callegari critica fiscalização desproporcional do Ibama contra pescadores de Itapemirim

Callegari critica fiscalização desproporcional do Ibama contra pescadores de Itapemirim

Pescadores receberam multas milionárias e tiveram embarcações lacradas.

O deputado estadual Wellington Callegari se posicionou firmemente contra a forma como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) conduziu a “Operação Makaira”, realizada nesta quarta-feira (24), em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. A ação resultou no fechamento temporário do terminal pesqueiro de Itaipava, na aplicação de 260 multas que somam R$ 22 milhões e no lacre de 45 embarcações, das quais 30 foram suspensas em definitivo. Já nesta quinta-feira (25), a operação se estendeu a Anchieta, onde mais três embarcações também foram lacradas.

Um golpe contra os trabalhadores”, afirma Callegari

Segundo o deputado, as punições recaem diretamente sobre os pescadores, que dependem exclusivamente da atividade para sustentar suas famílias e movimentar a economia local: “Estamos falando de trabalhadores que vivem e dependem exclusivamente do mar. Multas milionárias e o impedimento de operar embarcações significam, na prática, sufocar uma tradição que sustenta milhares de pessoas em nosso litoral”, destacou Callegari.

Falta de diálogo e excessos do Ibama

O parlamentar também condenou a postura punitiva e generalizada do órgão. Para ele, a decisão de lacrar embarcações e aplicar multas de valores altíssimos revela uma atuação desproporcional: “Não houve diálogo, não houve orientação e muito menos um trabalho de prevenção e conscientização com os pescadores. O que vimos foi uma operação que coloca todos os trabalhadores sob suspeita, criminalizando uma categoria inteira de forma injusta e desproporcional”, criticou.

Callegari reforçou que os pescadores capixabas não estão sozinhos e defendeu a abertura de um grande debate público sobre a situação: “Não podemos aceitar medidas que destroem o sustento de famílias e paralisam uma cadeia produtiva vital para a economia do Espírito Santo. Estarei ao lado dos pescadores para cobrar responsabilidade, equilíbrio, diálogo e respeito por parte das autoridades”, afirmou.

Para o deputado, a “Operação Makaira” pode ter sido apresentada como um ato de proteção ambiental, mas, na prática, representou um duro golpe contra os verdadeiros guardiões do mar: “Estão coando mosquitos e engolindo camelos. Tem embarcação de outros países invadindo nosso território oceânico e levando nossos peixes. Isso o Ibama não fiscaliza. Temos que preservar e ajudar os verdadeiros guardiões dos mares brasileiros, o pescador”, concluiu Callegari.

Os apontamentos do deputado Callegari reforçam a necessidade de diálogo entre autoridades e pescadores, buscando soluções que conciliem a preservação ambiental com a contínua e necessária da atividade pesqueira.